Festival promove a valorização da pessoa idosa com inclusão, socialização, autoestima e acesso à cultura por meio da arte.
Os festejos juninos em Mossoró contam com um importante momento que une inclusão com alegria. No próximo dia 08 de junho, a partir das 16h na Arena Deodete Dias, será realizado o Festival da Melhor Idade 2026 e que pelo segundo ano consecutivo, contará com a produção da Cia Pão Doce de Teatro através da parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania. O Festival contará com 215 idosos das oito unidades dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) de vários pontos da cidade de Mossoró.
À frente dessa execução e produção está a Companhia Pão Doce que é formada pelos artistas Lígia Kiss, Paulo Lima, Mônica Danuta, Diogo Rocha e Raull Davyson e que pensaram em todos os detalhes para o sucesso do festival, visando fortalecer o trabalho artístico, cultural e social desenvolvido junto às pessoas idosas da cidade de Mossoró.
Uma das importantes iniciativas com esse objetivo foi a de incluir na produção artística, a contratação de profissionais reconhecidos da área da dança para coreografar, direcionar e acompanhar o processo criativo das apresentações junto aos diretores e diretoras das unidades dos CRAS. A iniciativa de destinar um profissional da dança para acompanhar cada unidade partiu do diálogo construído entre a Cia. Pão Doce de Teatro e a Secretaria Municipal de Assistência Social, entendendo a importância de oferecer suporte artístico especializado aos grupos participantes.
“É muito importante a valorização do protagonismo da melhor idade através da dança, da convivência comunitária e da ocupação dos espaços culturais do município durante um dos maiores eventos populares do estado. Em anos anteriores, muitas unidades desenvolviam suas apresentações sem acompanhamento ou condução artística profissional. Com a implementação dessa proposta, os grupos passam a contar com um processo criativo mais estruturado, fortalecendo tanto a qualidade das apresentações quanto a experiência artística vivenciada pelos idosos durante a preparação do festival”, explica a atriz e produtora integrante da Cia Pão Doce, Mônica Danuta.
Integram a equipe de profissionais convidados os artistas Lucas Kalil, San Araújo, Wellington Barbosa, Letícia Neo, Rosy Fernandes, Simone França, Dimas Vieira e Ivisson Silva, responsáveis pela condução dos processos criativos junto aos grupos participantes nas diferentes unidades dos CRAS.
À frente desse trabalho estão os diretores coreográficos Raull Davyson e Mônica Danuta, que coordenam toda a construção artística das apresentações, acompanhando os processos desenvolvidos pelos coreógrafos e garantindo unidade estética e conceitual ao festival. Entre suas atribuições estão a orientação dos profissionais envolvidos, a elaboração de diretrizes criativas, o acompanhamento dos ensaios, a supervisão das propostas coreográficas e a articulação entre dança, figurino, cenário e demais elementos cênicos que compõem o espetáculo.

FIGURINOS
Entre as ações desenvolvidas pela companhia nesta produção, está a confecção de mais de 200 figurinos destinados aos CRAS, para as apresentações dos grupos participantes, compondo um trabalho que une identidade visual, cuidado estético e valorização das performances apresentadas pelos idosos no festival.
Além do cuidado dedicado à criação e à confecção das peças, a produção desse material também deixa um legado permanente para as unidades participantes. Os figurinos passam a integrar o acervo dos CRAS, possibilitando sua utilização em outras atividades desenvolvidas ao longo do ano, como apresentações culturais, ações comunitárias, eventos institucionais e projetos voltados à convivência e ao fortalecimento de vínculos.
A iniciativa de confeccionar figurinos exclusivos para os grupos surgiu a partir da primeira produção realizada pela Cia. Pão Doce de Teatro para o festival, em 2025. Diante dos resultados alcançados e da repercussão positiva junto aos participantes, a proposta foi ampliada em 2026, com a criação de figurinos totalmente novos para todas as unidades participantes, incorporando novos elementos estéticos, materiais e detalhes que enriquecem ainda mais as apresentações e contribuem para a construção da identidade visual de cada grupo.
“Desde o início buscamos construir um legado para os grupos e para a Secretaria. Os figurinos não são pensados apenas para um único momento, mas para continuarem servindo às unidades ao longo do ano. É um investimento que fortalece as atividades culturais dos CRAS, valoriza os participantes e contribui para a construção de um acervo que permanecerá disponível para futuras ações”, afirma Lígia Kiss, produtora executiva e artista da Cia. Pão Doce de Teatro.
Ao todo, mais de 10 profissionais atuaram diretamente na produção desse material, que já está entregue às unidades, envolvendo costureiras, artesãos e integrantes da equipe de criação e produção.
Outra importante contribuição da Cia. Pão Doce de Teatro nas produções do festival é a criação e execução do cenário que será montado na Arena Deodete Dias, espaço que receberá todas as apresentações dos grupos participantes. Assim como ocorreu com os figurinos, a cenografia assinada pelo produtor e artista Paulo Lima, integrante do grupo, chega nesta edição com novos elementos estéticos, ampliando a qualidade visual do evento e reforçando o compromisso da companhia com a construção de uma experiência artística completa.
“Pensamos em uma cenografia que acolhesse todas as apresentações e, ao mesmo tempo, transmitisse a dimensão afetiva e cultural que o festival possui. O cenário foi feito para valorizar quem estará em cena, criando uma atmosfera de celebração, pertencimento e reconhecimento para todos os grupos, além de elementos do período Junino e da nossa cultura nordestina ”, destaca Paulo Lima, artista e produtor da Cia. Pão Doce de Teatro.
Além da produção artística, o projeto também mantém um trabalho permanente de acompanhamento e registro de suas ações, garantindo transparência em todas as etapas da execução. Em diálogo constante com os CRAS, a direção do festival e a Secretaria Municipal de Assistência Social, os processos de produção, entrega de materiais e desenvolvimento das atividades são documentados e organizados, contribuindo para o monitoramento das ações e para a construção da memória do projeto.
Responsável pelo registro documental da produção, Diogo Rocha destaca que o acompanhamento realizado vai além dos aspectos burocráticos.
“Estamos falando de um projeto artístico, mas também de uma iniciativa que exige responsabilidade, organização e transparência na execução dos serviços. Nosso trabalho é garantir que cada etapa seja devidamente registrada, fortalecendo o diálogo entre a produção, os equipamentos públicos e a gestão municipal, além de preservar a memória de todo esse processo”, afirma.
O Festival da Melhor Idade já se consolida como um dos momentos mais afetivos e celebrados da programação do Mossoró Cidade Junina, reunindo famílias, comunidades e participantes em apresentações marcadas pela emoção, alegria e celebração da vida.
SOBRE O GRUPO
Com mais de duas décadas de trajetória, a Cia. Pão Doce de Teatro composto pelos artistas Lígia Kiss, Paulo Lima, Mônica Danuta, Diogo Rocha e Raull Davyson, vem se consolidando como um dos importantes coletivos da cena cultural do Nordeste brasileiro, desenvolvendo uma pesquisa artística que articula teatro, música, cultura popular e formação cultural. Sediado na cidade de Mossoró, o grupo construiu ao longo de sua trajetória uma atuação marcada pela circulação de seus espetáculos em festivais, mostras, programações culturais em diferentes estados do país e produções artísticas com alcance para além das fronteiras do Rio Grande do Norte.
Reconhecida por seu trabalho de pesquisa estética e pela construção de uma linguagem cênica própria, a companhia desenvolve espetáculos, produções artísticas que dialogam diretamente com as tradições populares nordestinas, a musicalidade brasileira e temas sociais contemporâneos. Além da atuação artística, o grupo também realiza ações formativas, projetos comunitários e atividades de democratização do acesso à cultura através do Teatro de Quintal, espaço cultural mantido pela companhia e reconhecido como importante ponto de encontro e formação artística na cidade.
Reconhecida como Ponto de Cultura, a companhia também se destaca pelo desenvolvimento de projetos voltados às infâncias, à formação de artistas e ao fortalecimento das ações culturais em territórios periféricos e comunitários.


