Pesquisadores que integram o INCT Klimapolis, estão reunidos, de 26 a 28 de outubro, na UFRN, para avaliar resultados, compartilhar experiências e definir os próximos passos do INCT Klimapolis, rede de pesquisa do CNPQ coordenada pela Usp-UFRN, dedicada à resiliência climática e ambiental das cidades brasileiras. A programação inclui reuniões de gestão, debates sobre Experimentos de Mundo Real (EMRs) e visitas técnicas a territórios que integram as pesquisas do instituto.
O encontro reúne equipes de diferentes instituições de ensino e pesquisa que atuam de forma interdisciplinar na investigação dos desafios climáticos e urbanos. A proposta é aproximar a produção científica das realidades locais, articulando conhecimentos de diferentes áreas para contribuir com o planejamento urbano, a adaptação às mudanças climáticas e a construção de cidades mais sustentáveis e resilientes.
A rede se organiza em cinco frentes temáticas: Ar e Ruído; Água e Solo; Variabilidade Climática; Adaptação às Mudanças Climáticas; e Saúde e Qualidade de Vida. Entre seus objetivos está o desenvolvimento de experimentos em territórios urbanos, com participação de pesquisadores, gestores e comunidades, buscando produzir conhecimento aplicável aos desafios enfrentados pelas cidades.
A trajetória do Klimapolis começou em 2017, com a Rede Germano-Brasileira Klimapolis, apoiada pelo Ministério Federal Alemão de Educação e Pesquisa e vinculada ao Instituto Max Planck de Meteorologia. Em dezembro de 2022, o INCT foi aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com período inicial de cinco anos.
Atualmente, o instituto articula instituições e pesquisadores em uma agenda comum de investigação sobre clima, ambiente e cidades, com atuação destacada em Natal e São Paulo. A colaboração entre diferentes equipes permite comparar experiências, aprofundar metodologias e ampliar o diálogo entre ciência, políticas públicas e sociedade. “Reunir as equipes de diferentes territórios é essencial para comparar o que aprendemos em cada contexto e transformar esse conhecimento em subsídio para a gestão das cidades”, afirma a coordenadora-geral do INCT Klimapolis, professora Maria de Fátima Andrade.
Para a vice-coordenadora, professora Judith Hoelzemann, o encontro representa uma oportunidade de avaliar o percurso da rede e observar como a pesquisa se relaciona com os territórios.”A programação de campo permite aproximar as discussões científicas das condições ambientais e sociais encontradas nas áreas estudadas. Tem importantes pesquisas sendo realizados para aplicar nas cidades, inclusive com parcerias internacionais.”
As atividades começaram nessa segunda(26), com a reunião do Comitê Gestor, voltada ao acompanhamento das ações e ao planejamento das próximas etapas do instituto. No dia 27 de outubro, o II Encontro dos Experimentos de Mundo Real reúne os participantes para discutir experiências, metodologias e resultados das pesquisas desenvolvidas nos territórios.
No dia 28, a programação prevê visitas técnicas à região do rio Pitimbu, em Macaíba, e à praia de Ponta Negra, em Natal. Os locais integram o conjunto de territórios de interesse para a investigação de questões ambientais e urbanas, permitindo aos pesquisadores observar situações concretas e discutir possibilidades de intervenção e adaptação.
A iniciativa reforça o papel da pesquisa interdisciplinar na compreensão dos efeitos das mudanças climáticas sobre as cidades e na produção de conhecimentos que possam apoiar decisões públicas, fortalecer a participação social e orientar estratégias de resiliência urbana.
Serviço
INCT Klimapolis Natal 2026
Data: 26 a 28 de outubro de 2026
Local: Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET), em Natal, com visitas técnicas a Macaíba e Ponta Negra, em Natal (RN).
Informações: (84) 999429020



