Mostra “Macambira – O Legado de João Antônio” segue em cartaz até 30 de agosto e reúne arte, memória afetiva e cultura potiguar
A exposição Macambira – O Legado de João Antônio entra em sua última semana na Pinacoteca do Estado, na Cidade Alta, e oferece uma pauta com forte potencial televisivo: personagens emocionados, obras visualmente marcantes, memória cultural do Rio Grande do Norte e a trajetória de um artista que transformou resistência em linguagem. A mostra, aberta ao público até 30 de agosto, homenageia João Antônio Medeiros Neto, multiartista de Currais Novos, falecido em 2022, conhecido entre amigos como Joãozinho e lembrado como uma espécie de “Dom Quixote do Seridó”.
João Antônio era pintor, quadrinista, escultor, professor de artes e criador do Espaço Avoante de Cultura. Veio estudar em Natal nos anos 1980, assinava suas obras como João Antônio e deixou um acervo que hoje ajuda a contar uma parte singular da produção artística potiguar. A curadoria selecionou 20 pinturas, fotografadas por Vlademir Alexandre e transformadas em reproduções técnicas de alta fidelidade visual, com certificação de autenticidade.
A comparação com Dom Quixote aparece em depoimentos de amigos e ajuda a traduzir a dimensão narrativa da pauta. João Antônio teria feito da Arte sua Dulcineia: enfrentou descrenças, dificuldades e limitações para construir, com o próprio esforço, um espaço cultural que permanece inspirando artistas em Currais Novos. Essa história, somada à força estética das obras, cria uma oportunidade de reportagem com apelo visual, afetivo e cultural.
Entre os responsáveis pela homenagem estão amigos artistas que conviveram com João desde o curso de Educação Artística, como Lenilton Teixeira, Rachel Lúcio, João Natal, Margô Lima e Pedro Queiroga, em parceria com a Fundação José Augusto. Eles podem falar sobre o processo de criação, a personalidade inquieta do artista, sua relação com Currais Novos e o impacto do Avoante na cena cultural do Seridó.



