A Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ/UFRN) inaugurou, nesta quinta-feira, 13, o Anfiteatro Baobá, novo espaço destinado à realização de palestras, defesas acadêmicas, seminários, atividades de extensão e outros eventos da comunidade universitária. Localizado no prédio de aulas da EAJ, o anfiteatro tem capacidade para aproximadamente 80 pessoas sentadas e dispõe de climatização, projetor multimídia, sistema de som e estrutura acústica. O espaço é totalmente adaptado para proporcionar um ambiente acessível e inclusivo. A disposição das cadeiras em diferentes níveis proporciona melhor visibilidade do palco e cria um ambiente apropriado para atividades acadêmicas e eventos abertos ao público.
O prédio onde o Anfiteatro está instalado foi entregue no final de 2020, mas o espaço ainda necessitava de mobiliário e equipamentos para entrar efetivamente em funcionamento. Diante das limitações orçamentárias, a conclusão ocorreu de forma gradual, a partir do planejamento interno para a aquisição e instalação dos itens necessários e da articulação com outras unidades da Universidade.
Parte das cadeiras, por exemplo, foi disponibilizada pela Escola de Música da UFRN, que possuía o mobiliário sem utilização. Com o reaproveitamento dos equipamentos e a complementação da estrutura necessária, foi possível concluir a organização do Anfiteatro e incorporá-lo aos espaços de uso acadêmico da EAJ.
Para o professor Valdi Lima, assessor acadêmico de Graduação da EAJ e responsável por acompanhar e coordenar a organização do novo ambiente, a entrega amplia as possibilidades de atividades oferecidas pela Escola. “O Anfiteatro Baobá oferece à comunidade da EAJ mais um espaço confortável para formação, aprendizagem e realização de atividades acadêmicas e de extensão. É uma estrutura que poderá atender estudantes, professores, servidores e também iniciativas voltadas à comunidade externa”, destaca.
A expectativa é que, a partir de agora, diferentes gerações de estudantes ocupem o Anfiteatro Baobá para apresentar trabalhos, participar de debates, defender projetos, compartilhar experiências e construir novos conhecimentos, incorporando o espaço à vida acadêmica e à memória da Escola Agrícola de Jundiaí.
Um nome escolhido pela comunidade
A escolha do nome do anfiteatro também contou com a participação da comunidade da Unidade. Estudantes, professores, servidores técnico-administrativos e trabalhadores terceirizados foram convidados a apresentar sugestões. Os três nomes mais citados seguiram para votação aberta, realizada por meio das redes sociais da EAJ, e Baobá recebeu a preferência dos participantes.
O nome estabelece uma relação afetiva com um conhecido baobá localizado em uma praça próxima ao campus, em Macaíba. Ao longo dos anos, a árvore tornou-se uma referência para diferentes gerações de estudantes e para moradores da região, integrando a memória de quem viveu ou ainda vive o cotidiano da EAJ. Ao receber esse nome, o novo Anfiteatro passa a associar sua função acadêmica a um elemento presente na história afetiva da comunidade.
Agropecuária potiguar abre programação
Para marcar a inauguração, a EAJ recebeu Guilherme Moraes Saldanha, engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) e secretário de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca do Rio Grande do Norte, que ministrou a palestra Panorama sobre a Agropecuária Potiguar. A atividade reuniu estudantes de cursos técnicos, de graduação e de pós-graduação, além de professores e outros integrantes da comunidade acadêmica.
Na abertura do evento, o diretor da EAJ, professor Ivan Max de Lacerda, ressaltou a relação entre o tema e a formação oferecida pela Escola. Para o diretor, aproximar os estudantes das características e dos desafios do setor produtivo contribui para a formação dos futuros técnicos, profissionais e empreendedores que poderão atuar nas diferentes áreas das Ciências Agrárias.
O diretor adjunto da EAJ, professor Márcio Dias Pereira, destacou a oportunidade de aproximar os estudantes de uma visão ampla sobre o setor agropecuário do estado.


