Reunião a convite do MP/RN apresentou metodologia do programa e a Sala de Situação, ferramenta que permite acompanhar estudantes em situação de evasão ou abandono escolar
O Instituto Cultiva esteve reunido com representantes do Ministério Público do Rio Grande do Norte para apresentar o programa Comunidades Educadoras, sua metodologia de enfrentamento à evasão e ao abandono escolar e a Sala de Situação, plataforma desenvolvida para acompanhar a trajetória de estudantes e articular a atuação da rede de proteção.
A reunião foi realizada a convite do Ministério Público e contou com a participação do presidente do Instituto Cultiva, Rudá Ricci, da coordenadora do Comunidades Educadoras, Nayraline Barbosa, e da consultora do Instituto, Jarciane Bandeira. Pelo Ministério Público, participaram a promotora Marcella Pereira da Nóbrega, o promotor Oscar Hugo de Souza Ramos e Helênica Arruda, analista de Serviço Social.
Durante o encontro, a equipe do Instituto Cultiva apresentou a metodologia do Comunidades Educadoras e o trabalho desenvolvido para identificar, acompanhar e enfrentar as diferentes causas que podem levar crianças e adolescentes a se afastarem da escola.
Um dos principais pontos da apresentação foi a Sala de Situação, ferramenta que permite realizar o acompanhamento individualizado dos casos de evasão ou abandono escolar. A plataforma reúne informações sobre o estudante, sua turma e família, as causas identificadas para o afastamento, as demandas apresentadas e os encaminhamentos realizados pela rede.
O sistema permite ainda acompanhar a evolução de cada situação ao longo do tempo, possibilitando uma visão integrada do caso e da atuação dos diferentes serviços envolvidos, até a sua conclusão.
A ferramenta despertou especial interesse dos representantes do Ministério Público, que destacaram a possibilidade de utilizar uma estrutura organizada de acompanhamento para qualificar a atuação da rede e dar maior efetividade às ações de enfrentamento da evasão escolar.
A proposta do Comunidades Educadoras parte da compreensão de que o abandono escolar é resultado de múltiplos fatores e exige uma resposta articulada entre escola, família e diferentes políticas e serviços públicos. Nesse sentido, a Sala de Situação funciona como um instrumento de gestão e acompanhamento, permitindo identificar as necessidades de cada estudante e monitorar os encaminhamentos realizados.
Além da apresentação do programa e de sua metodologia, também foi discutida a continuidade do Comunidades Educadoras e sua consolidação como política pública permanente no Estado do Rio Grande do Norte.
A discussão sobre a permanência do programa busca fortalecer uma estratégia estruturada e contínua de enfrentamento à evasão escolar, com acompanhamento dos estudantes e articulação da rede para garantir não apenas o retorno à escola, mas também a permanência e a continuidade de suas trajetórias educacionais.
Para o Instituto Cultiva, o diálogo com o Ministério Público amplia as possibilidades de articulação institucional em torno de um desafio que exige atuação conjunta: garantir que crianças e adolescentes tenham seu direito à educação assegurado e que nenhum caso de afastamento escolar deixe de ser identificado e acompanhado pela rede.


