Paisagens Inquietas em Newton Navarro reúne cerca de 60 obras de diferentes fases do artista, além de cadernos originais, vídeos, entrevistas e recursos de acessibilidade inéditos.
Poucos artistas contribuiram tanto para construir a identidade visual e cultural do Rio Grande do Norte quanto Newton Navarro. Precursor da arte moderna no estado, pintor, desenhista, escritor, dramaturgo, cronista e agitador cultural, ele transformou Natal em tema, cenário e matéria-prima de uma obra que atravessa – gerações e ajudou a inventar uma nova sensibilidade sobre a cidade, suas paisagens, sua gente e sua memória.
É esse legado que volta ao centro da cena cultural potiguar com a reabertura da Galeria Newton Navarro, da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), totalmente requalificada para receber a exposição ‘Paisagens inquietas em Newton Navarro* , no próximo dia 9 de julho (quinta-feira), às 18h. A mostra apresenta cerca de 60 obras provenientes de acervos públicos e particulares do estado, abrangendo diferentes fases da produção navarreana.
O público também poderá conhecer nove cadernos de rascunhos originais, livros, reportagens e seis obras animadas, além de entrevistas raras do artista, como o depoimento concedido ao Museu da Imagem e do Som de São Paulo na década de 1980.
Para a secretária de Cultura de Natal e presidente da Funcarte, Iracy Azevedo, coordenadora do projeto, a exposição representa um reencontro da cidade com um de seus maiores criadores. “Newton Navarro volta a nos conduzir, com delicadeza e força, ao coração da cidade que ele tão profundamente amou e soube traduzir em sua arte. É com orgulho que reapresentamos Navarro aos natalenses, especialmente às novas gerações, como um reencontro com Natal em suas dimensões poéticas e solares, em suas cores, memórias e traços”, afirma.


