Sexta-feira tem “Gil e Ney” no Banco do Nordeste Cultural Mossoró. Simples assim, com a intimidade de quem interpreta os sucessos de dois dos maiores nomes da Música Popular Brasileira, a cantora potiguar/mossoroense Katharina Gurgel se apresenta às 18h, num show intimista: a voz dela e o piano do maestro Vivi. A entrada é franca e o deleite é garantido.
Na sequência, às 19h, o palco do teatro ganha a diversidade musical como show “Brasil Profundo”, que reúne o coletivo de músicos paraibanos e potiguares da banda Ferve com o paraense Felipe Cordeiro. A soma do pop tropical contemporâneo, sonoridades nordestinas e beats eletrônicos com ritmos tradicionais amazônicos, como carimbó, lambada, brega e guitarrada é coisa pra mexer com o corpo de qualquer vivente.
Amanhã, às 16h30, tem apresentação da Companhia Palhaça-Ria, de Ceará-Mirim. No espetáculo “2050 Mundo Plástico”, Zé Pescador sai para sua pesca matinal e, em vez de um peixe se debatendo, fisga um peixe de plástico. Surpreso, ele descobre que está no futuro, num aterrorizante mundo dominado pelo Senhor Plástico. Como único sobrevivente da raça humana, Zé Pescador vai precisar da ajuda das crianças para virar o jogo. O debate sobre sustentabilidade e preservação ambiental traz uma reflexão lúdica sobre o futuro da Terra para a plateia.
A programação do Banco do Nordeste Cultural deste sábado ocupa, ainda, o espaço Cafezal, na Av. Rio Branco. Às 18h30 tem apresentação do grupo folclórico Congos de Combate, de São Gonçalo do Amarante. Guardião da manifestação de matriz afro-brasileira, transmitida entre gerações como expressão de memória, identidade e resistência cultural, com raízes no século XVII, o grupo é referência no Rio Grande do Norte. A apresentação reúne música, dança, teatro popular, canto e ritualidade.
A “Roda de conversa com artistas pretas” completa a programação. Lenilda Santos, Tony Silva, Marcia Silva e Ligia Kiss compartilham suas trajetórias, vivências, desafios e conquistas, promovendo um diálogo sobre identidade, representatividade, resistência e transformação social por meio da arte. A atividade será aberta à participação do público, com espaço para perguntas, troca de experiências e construção coletiva de reflexões sobre igualdade racial, cultura e protagonismo feminino negro no contexto sociocultural de Mossoró.



