Em um momento em que a prevenção do câncer passa a integrar oficialmente a agenda corporativa no Brasil, lideranças empresariais, especialistas e instituições de saúde se reúnem nesta sexta-feira (24), AMANHÃ, para o 1º Encontro de Empresas pela Prevenção do Câncer, no Sesc Rio Branco, em Natal (RN).
Com o tema “Saúde que começa no trabalho”, o evento em Natal propõe uma aliança entre empresas, poder público e instituições médicas para criar letramento, conscientização e ampliar o acesso à prevenção e ao rastreamento do câncer.
A programação inclui conferência de abertura, apresentação de casos de sucesso e um painel que discute o papel das empresas como protagonistas na promoção da saúde. Um dos marcos será a assinatura de um termo de parceria institucional, consolidando um modelo colaborativo com potencial de expansão nacional.
A iniciativa, promovida pelo *Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos – EVA em parceria com Fecomercio/Sesc e Liga Norte Riograndense contra o Câncer, mobiliza empresas para ampliar prevenção e rastreio do câncer. A ação ocorre em sintonia com a recente mudança na legislação brasileira que amplia o papel das empresas na promoção da saúde.
Sancionada em abril de 2026, a Lei nº 15.377 altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e determina que empresas passem a informar e conscientizar seus funcionários sobre campanhas de prevenção relacionadas ao HPV e aos cânceres de mama, colo do útero e próstata.
A norma também garante ao trabalhador o direito de se ausentar por até três dias ao ano para realizar exames preventivos, sem prejuízo do salário, reforçando o diagnóstico precoce como estratégia central de saúde pública.
Na prática, a legislação transforma o ambiente corporativo em um canal estratégico de acesso à informação, rastreamento e cuidado contínuo, exatamente o foco do encontro que será realizado em Natal.
Alerta para o câncer de colo do útero
Durante o encontro, um dos focos será o câncer de colo do útero, doença evitável por prevenção com vacinação contra o vírus HPV (Papiloma Vírus) e rastreamento, mas ainda com impacto significativo no país em incidência e mortalidade. O relatório de estimativas do INCA para o triênio 2026-2028 aponta um cenário preocupante para o câncer de colo de útero no Brasil, com cerca de 19.310 novos casos anuais estimados. Esse número representa um aumento significativo de aproximadamente 13% a 14% em relação ao triênio anterior, consolidando a doença como uma das principais causas de mortalidade feminina.



