Por Lamonier Araújo/Diário do RN
Depois de arrastar plateias com a turnê Bôcu Bonjour, o ator e youtuber cearense Max Petterson volta aos palcos com um novo espetáculo híbrido, cômico e completamente imprevisível. Em Natal, ele apresenta hoje (30), o espetáculo “Vai dar certo… quando eu terminar”, no Teatro Riachuelo. O artista mistura stand-up, improviso, memórias da infância no Cariri, bastidores da fama, caos criativo, experiências internacionais e tudo mais que couber (ou não) no palco.
O espetáculo tem cara de ensaio aberto, onde a plateia tem participação importante na formatação. Cada apresentação tem a sua cara, e o público pode se preparar para viver um momento único, repleto de arte e afeto. Batemos um papo com o artista, que se tornou referência na defesa da arte nordestina, sem amarras, com sotaque nordestino e muito carisma. Confira!

Diário do RN – Quem é o Max Petterson que chega a Natal em 2026?
Max Petterson – O Max que chega a Natal em 2026 é um Max remodelado. Acredito muito nesse processo constante de reinvenção como artista, como pessoa, como ser humano. Estive em Natal há cerca de dois, dois anos e meio, com o espetáculo Bôcu Bonjour, e agora retorno carregado de saudade e de energia. Naquela ocasião, foi a primeira vez que me apresentei na cidade. Desta vez, chego a essas terras potiguares com o desejo de reencontrar quem já me acompanha, conhecer pessoas novas e celebrar essa troca tão bonita que o teatro proporciona.
Diário do RN – No seu espetáculo “Vai Dar Certo… Quando Eu Terminar”, você faz humor com fatos da sua vida, com improviso e muita dinâmica. O público interfere na construção das cenas ou você sabe muito bem o que falar?
Max Petterson – O espetáculo é um trabalho estruturado, porque ele nasce de histórias e vivências que eu realmente vivi e desenvolvi ao longo da minha trajetória. É uma peça de teatro transformada em stand-up comedy, no formato de monólogo. Ou seja, é um produto fechado, mas que sempre abre espaço para o improviso, a interação acontece naturalmente.
Diário do RN – O documentário “Éh do Cariri” é uma construção das suas histórias, com a riqueza que você viveu e vive no Nordeste. Como você vê o crescimento de artistas nordestinos no cenário atual?
Max Petterson – Acredito que todo artista nordestino, pelo simples fato de ser artista e ser nordestino, passa a vida inteira tendo que se afirmar e se comprovar. Isso é difícil, mas, ao mesmo tempo, muito potente. Potente porque nos ensina a valorizar o que é nosso, a reconhecer nossas raízes e, assim, defender e mostrar ao mundo aquilo que temos de melhor. Por isso, eu acredito que o cenário artístico nordestino é um dos mais belos e puros do Brasil, sem desmerecer nenhum outro.O artista nordestino carrega uma essência, uma identidade própria, e é exatamente essa identidade que o diferencia no meio da multidão.
Entrevista completa no link >>> https://diariodorn.com.br/cultura-lazer-por-lamonier-araujo-29/



