Celebrado em 15 de agosto, o Dia do Solteiro vai além da simbologia: é uma oportunidade para refletir sobre o que significa estar só em tempos de hiperconexão, rotinas aceleradas e comparações constantes nas redes sociais. A solteirice pode representar liberdade e autoconhecimento, mas também pode vir acompanhada de sentimentos de solidão, ansiedade e pressão social.
Segundo a psicóloga Verônica Lima, da Hapvida em Natal, a visão sobre estar solteiro ainda é cercada de estigmas que precisam ser superados. “Existe uma ideia equivocada de que estar solteiro é estar incompleto. Na verdade, esse período pode ser extremamente enriquecedor quando vivido com consciência emocional. É um momento de focar em si, em projetos pessoais e construir relações mais saudáveis consigo mesmo”, afirma ela.
A especialista destaca que a vida de quem está solteiro pode ser plena de conexões verdadeiras, equilíbrio e propósito. “A questão não é o estado civil, mas sim como a pessoa se relaciona consigo mesma. Quando há autoestima, autonomia e clareza sobre o que se deseja, a solteirice deixa de ser uma fase de espera e passa a ser um espaço legítimo de escolha”, observa Verônica.
Ainda assim, ela alerta para os desafios desse caminho, especialmente em um contexto de exposição permanente nas redes sociais. “A comparação com a vida alheia, que geralmente mostra apenas recortes idealizados, pode gerar insegurança e sensação de inadequação. É importante ter um olhar crítico sobre isso e buscar formas reais de conexão, inclusive com ajuda profissional, se necessário”, orienta a psicóloga.
Para viver bem consigo mesmo, o autocuidado é essencial. Cultivar hobbies, investir em atividades que gerem prazer, manter uma rede de apoio sólida e estabelecer limites frente às cobranças externas são atitudes que, segundo Verônica, fortalecem a saúde mental e emocional. Mais do que um status, estar solteiro pode ser um ato de coragem e autonomia: um tempo fértil de reconexão com quem se é, antes de qualquer outro vínculo.



